Ana Vegana
Veganismo Consciente
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      Perguntas Frequentes:

O que é veganismo?

É o entendimento dos humanos em relação aos animais como seres sencientes que merecem respeito e direito à vida e ao bem-estar. Desta forma não se ingere nem se usa nada de origem animal. Mas não deve ser entendido somente desta forma. Ao interromper a ingestão de carne, leite e derivados, o ser humano passa a ter uma vida mais saudável, a alimentação é mais leve e nutritiva, ou seja, veganismo faz bem à saúde humana também. Por outro lado, interrompendo-se a alimentação e uso de produtos de origem animal, diminui-se drasticamente o consumo de água, soja e preserva-se o meio ambiente. Há diversas outras questões envolvidas no veganismo, mas a princípio, estas são as mais importantes.


De onde vem o termo Veganismo e como surgiu o movimento?


Segundo a Wikipédia, este termo vem do Inglês “vegan” e foi criado no ano de 1944 por Donald Watson e mais cinco pessoas que fizeram uma reunião para discutir um novo termo para definir eles próprios. Eles foram membros da “The Vegetarian Society”, porém, ao discordarem da ideologia da associação, decidiram criar uma nova sociedade com um novo conceito. O termo reúne as três primeiras e as duas últimas letras de Vegetarian, formando o termo vegan. No Brasil e em países de idioma Português/Espanhol usa-se as três primeiras e as três últimas letras de Vegetariano(a),formando o termo Vegano(a)


Então vegetariano e vegano não é a mesma definição?

Não. Vegetariano é alguém que deixou de ingerir produtos de origem animal, geralmente por questões de saúde, mas não exclui por exemplo, o uso de peles, lã e outros produtos de origem animal. O Vegano é alguém que, além de ser Vegetariano (por não ingerir nada de origem animal) também não usa roupas de lã, couro, peles de animais, não ingere mel, enfim, não ingere nem usa NADA de origem animal. Lembrando que deixar de ingerir carnes e produtos de origem animal influencia até na diminuição drástica do consumo de água, como já foi citado acima. Saiba todas as definições e diferenciações de alimentação, acessando a pagina "tipos de alimentações, clique aqui


Diminui o consumo de água? Como assim?


Sim e a questão é um pouco complexa, mas tentarei explicar. No caso da soja, cerca de 39 % da produção são grãos, o restante (palhada) é usado na alimentação de ruminantes. Da secagem do grão, resulta o resíduo de limpeza de soja, que é um subproduto com teor médio de 20% de proteína bruta. Da extração do óleo, consegue-se a casca de soja, outro subproduto que pode substituir grãos como milho e sorgo em rações para ruminantes, e o farelo de soja, que é o suplemento proteico mais utilizado no mundo para alimentação animal.


Levando-se em conta que, para cada quilo de soja, segundo dados da Revista Superinteressante (Redação Planeta Sustentável 21/02/2008, revisado em 21/12/2016), gasta-se aproximadamente 1800 litros de água (desde o plantio até a colheita). Imagine a grande quantidade de água investida na produção da “carne” que deveria ser vista como uma VIDA e não como apenas um amontoado de “carne”.


E, na questão da vida animal, ainda segundo dados da Superinteressante, cada quilo de carne equivale a 15550 litros de água. É o que cada animal consome durante o período de nascimento, crescimento, engorda para depois ser morto e virar alimento para os humanos.


Há muitos outros fatores, mas para não tornar mais complexo este primeiro entendimento... Faça as contas, usando os dados informados acima e perceberá que economizar água deixando de lavar o carro ou o quintal ou usando água de reúso para isso não adiantará nada se você continuar consumindo carne e outros produtos de origem animal.


O que mais o veganismo pode proporcionar de bom?


O veganismo pode solucionar a questão da fome em nível mundial. De uma forma simplista, pode-se explicar que se os seres humanos ingerirem os grãos que são usados para alimentar os animais, elimina-se grande parte dos gastos, os alimentos tornam-se bem mais acessíveis às populações que não tem acesso hoje a uma alimentação equilibrada. Parece sonho ou utopia, mas a simples mudança de postura em relação aos alimentos ingeridos pode, paulatinamente, reverter o cenário de fome no mundo.  Além de proporcionar uma alimentação mais leve, livre de alergias e intolerâncias como o caso da intolerância a lactose.


Intolerância a lactose é alergia?


Esta é uma questão complexa, tentarei explicar. Intolerância é diferente de alergia. De uma forma simplista, podemos definir alergia como uma reação do sistema imunológico em relação à proteína do leite e a intolerância como uma deficiência da enzima lactase que deve quebrar o açúcar do leite.


A intolerância, em geral, surge na fase adulta. É uma forma do organismo “avisar” que não está conseguindo quebrar o açúcar do leite e, por isso, não o digere bem. Isso pode causar diversos sintomas como cólicas, diarreia, flatulência, abdômen inchado, etc.


A alergia ao leite, diferencia da intolerância à lactose, por ser um problema relacionado ao sistema imunológico. E pode acometer até bebês. É quando o organismo “reage” tentando combater as proteínas encontradas no leite, causando diversas reações que vão desde diarreia ou prisão de ventre (depende do indivíduo) até problemas respiratórios (asma, rinite, etc.)


Se eu tomar leite sem lactose e comer animais criados (e mortos) de forma humanitária colaborei com o meio ambiente?



Se você ingerir leite sem lactose, ainda poderá ter alergia ao açúcar, como já foi explicado. Além disso, é preciso entender que as vacas e cabras (os dois animais normalmente usados para dar leite) só produzem o referido leite quando ficam grávidas e seus bebês nascem. As vacas são mais exploradas pois o leite de cabra é mais raro e muito mais caro. Então as vacas acabam sendo as maiores vítimas. Engravidam frequentemente por inseminação, ao terem seus filhotes, estes são imediatamente confinados (ou, no mínimo, separados delas) para virarem “carne de vitela” (Chamado erroneamente de baby beef) e o leite que deveria alimentá-lo, é usado pelos humanos. Só por este motivo, já se deve repensar o consumo de leite. Aliás, o ser humano é o único mamífero que nunca desmama. Todos os outros são amamentados por um tempo e depois desmamam... Quanto a criar e abater animais de forma humanitária, reflita. Não importa o quanto de cuidados ou suposta liberdade um animal tenha recebido, a própria morte é uma violência. Então, não existe abate humanitário... 


Veganismo é uma guerra contra os “carnistas”?


NÃO!!!!Apesar de alguns grupos se posicionarem como “exterminadores” de carnistas. E muitas discussões infrutíferas e desnecessárias ocorrerem entre carnistas e veganos, a proposta do veganismo, ao menos o veganismo pacífico que Lou de Olivier tem implantado desde 2010, é trazer a PAZ a TODOS OS SERES VIVOS. Segundo Lou de Olivier, de nada adianta resgatar e salvar todos os animais se não se souber amar o semelhante humano. Ainda segundo Lou de Olivier, é necessário entender que cada pessoa tem um grau de evolução, cada um aprende de uma forma e a um tempo. Cabe a quem já entendeu os benefícios do veganismo para humanos e animais ensinar, com paciência e respeito, quem ainda não entendeu. E não ficar incitando guerras e confrontos que não levam a nada.Lou de Olivier tem feito um grande trabalho de disseminação do “Veganismo Pacífico” por intermédio do “Vampirinho Vegano”, chamado “Solua” que traz informações em linguagem simples e ensina com paciência e amor em cartilhas, e-books, imagens para colorir, desenhos em animação 3D, camisetas, contação de histórias e, recentemente, na Mega-apresentação Teatral Vegana que pode ser acompanhada (ensaios e apresentações) no site: http://soluavampirinhovegano.com.br


Veganismo é religião?

Não! Apesar do vegetarianismo/veganismo ser sugerido por algumas religiões, (especialmente religiões que se originaram na antiga Índia como budismo, hinduísmo e o jainismo onde Ahimsa é uma regra de conduta que proíbe matar ou ferir seres vivos), há veganos no cristianismo, no espiritismo, no judaísmo e até mesmo no ateísmo. Ou seja, é possível ser vegano mesmo sem ter uma religião. Religião é religação com o Universo e estipula regras para isso. Um detalhe importante é que, na Índia, o leite é considerado sagrado e seu consumo é desenfreado. Há até movimentos de veganos para impedir este consumo, por isso, é errado considerar a cultura indiana como vegana. Ela (a cultura indiana) é vegetariana estrita mas, enquanto consumirem leite de forma desenfreada, não podem ser considerados veganos. Além disso, segundo Duda Teixeira (em artigo da Veja, 13 jul 2016, 15h57 - Atualizado em 8 dez 2016), na Índia há exportação de carne de búfalo e alguns abatedouros considerados clandestinos que abatem até a sagrada (para eles) vaca...


Na Índia se bebe leite???


Sim. Não se sabe se é pela colonização inglesa ou pela vaca ser considerada sagrada, esta segunda hipótese é a mais provável, mas se consome muito leite na Índia. Há inclusive uma bebida considerada como “chá tradicional” chamada “masala chai” que leva, além de especiarias, o leite. Segundo Mestre De Rose, “O verdadeiro chai traz vitalidade e acelera as sinapses neurológicas. Ou seja, deixa a pessoa com os reflexos mais aguçados. Uma lenda diz que nos primeiros cinco minutos de infusão o chai libera os deuses. Depois disso, os demônios”, revela em entrevista a Fernando Rudnik especial para A Gazeta do povo em 9 de agosto de 2009/alterado para 28 de janeiro de 2015. O resumo disso é que, se você é vegano e, ao visitar a Índia, te oferecerem chá, na dúvida, recuse. Até porque segundo De Rose beber este chá numa loja (oferecido pelo vendedor) significa o compromisso de comprar algo na loja...



Como podem existir veganos entre os cristãos ou judeus, se a Bíblia estipula que o homem é superior aos animais e pode inclusive ingeri-los?


Esta é a mais complexa das perguntas, primeiro porque Cristãos romanos tem uma Bíblia, Cristãos evangélicos tem outra, Cristãos espíritas seguem o Evangelho segundo seus conceitos e os Judeus seguem a Torah, de onde teoricamente, todas as Bíblias se originaram. Cito teoricamente porque cada tradução e cada versão muda um pouco o que deveria ser o original. Além disso, a ordem inicial de Deus aos humanos foi para que cuidassem dos animais e ingerissem apenas frutos que geram sementes. É impossível explicar tudo num simples tópico, se você tem interesse em se aprofundar neste segmento do veganismo, sugiro que acesse o site Luz do Eterno. Neste site encontrará diversos artigos e um curso completo em três módulos para entender profundamente este e outros temas mais complexos. Acesse: http://luzdoeterno.eco.br




Mas, se não comer nada de origem animal, o que resta para comer? Só salada? 

Há um grande equívoco quando se pensa que vegano só come saladas. Na verdade, quem gosta de frituras e massas pode comer à vontade: pizzas, coxinhas e outros salgadinhos, macarronadas, feijoadas. Enfim, tudo que se faz com carne e produtos de origem animal, pode ser feito sem eles. Ao contrário do que se pensa que a carne deve ser substituída por ovos, na verdade, o melhor substituto da carne é o feijão (todos os tipos de feijões, incluindo lentilhas, grão-de-bico, etc). O vegano pode e deve comer muitas frutas, legumes, verduras, grãos e castanhas, tomando apenas o cuidado de verificar se é alérgico a glúten que geralmente está em farinhas em geral. E quanto ao famoso dilema da vitamina B, especialmente a B12, o que precisa ser entendido é que a deficiência não está na ingestão ou não de carne e sim na forma como cada organismo assimila o alimento que cada um ingere. É possível ter deficiência de B12 ingerindo carne e ter uma doa dosagem sem ingeri-la. Se o indivíduo sabe que tem uma deficiência de B12,uma boa solução natural é ingerir comprimidos ou pó de levedo de cerveja que é grande fonte de Vitamina B. 


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