Ana Vegana
Veganismo Consciente
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Este artigo está publicado em conformidade com a Lei nº 5.520 de 9 de fevereiro de 1967. Artigo 1º do capítulo I. E com a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Art. 5º - IV e IX Ambas brasileiras. Em conformidade também com a Constituição da República Portuguesa. Artigo 37. Todos referentes à liberdade de expressão em comunicação. Todas as fotos dos produtos citados foram feitas por Lou de Olivier,  sem nenhuma intenção comercial. E de acordo com a Lei nº 10.406 de 10 de janeiro de 2002 só estão publicadas as fotos autorizadas pelas empresas citadas. As fotos que aguardam autorização estão sinalizadas com o banner “aguardando autorização”. Ao final deste artigo estão links para leitura das leis na íntegra.



Há muito tempo penso escrever sobre este importante ângulo dos produtos considerados veganos, mas como estou sempre envolvida em muitas atividades, acabo adiando. Hoje, porém, decidi reunir todo o conhecimento adquirido em anos de veganismo e cuidados capilares e elucidar o assunto.   
Antes de discorrer sobre o tema, devo informar que a qualidade e eficiência de um cosmético também depende do modo como é armazenado e/ou manuseado. Principalmente no caso de produtos veganos, que não tem conservantes químicos (a maioria tem conservantes naturais), é preciso tomar cuidado para que não fiquem expostos à luz (natural ou não), não fiquem muito tempo abertos (sem tampa) e sejam manuseados com uma espátula, nunca com as mãos. Assim podem ser conservados por mais tempo.


Outro detalhe importante é sobre a confusão que ainda se faz quanto aos termos orgânico, natural e vegano. O produto natural precisa conter no mínimo 95% de ingredientes naturais e 5% de ingredientes orgânicos. E há uma grande lista de ingredientes proibidos para que uma formulação seja considerada natural. Um produto orgânico, por sua vez, precisa ser composto por 95% de matérias-primas orgânicas. Estes produtos podem ou não ser veganos, ou seja, um produto natural e/ou orgânico pode ser testado em animais e até conter ingredientes de origem animal e ainda assim será considerado natural/orgânico. Já um produto vegano, em alguns casos pode não ser natural nem orgânico, o que determina que seja vegano é ele não ser testado em animais e não ter em sua formulação nenhum componente de origem animal.

Além da preocupação com o bem-estar animal, o vegano deve ser consciente e procurar produtos que, além de veganos, sejam também naturais/orgânicos. Afinal, é preciso cuidar da sua saúde e bem-estar também. Então, procurando por estes produtos que sejam ao mesmo tempo naturais/orgânicos e veganos, a lista diminui bastante. Quase sempre, o ideal é produzir os próprios cosméticos em casa ou adquirir os que são feitos de forma mais artesanal.  

Minha experiência com produtos caseiros foi excelente! Eu consegui ficar mais de um ano tratando meus cabelos só com chás limpantes e condicionadores naturais e, a cada quinze dias, um banho de creme com Máscara Farmaervas Proteção Térmica (infelizmente não é mais fabricada) e meus cabelos já estavam adaptados ao novo tratamento, começaram a crescer mais rápido e bem saudáveis. 



Porém 
, acho que foi em março ou abril de 2014 resolvi fazer uma escova vegana. Todos falavam nesta escova, que era vegana, natural, deixava os cabelos lindos e eu embarquei nesta viagem. A ideia era soltar meus cachos e eles se soltaram mesmo... da cabeça! Em questão de um mês, após a escova, eu já tinha perdido uns 50% da minha cabeleira e passei a fazer diversos tratamentos para tentar salvar o que restou dos meus cabelos. Ai, fui obrigada a voltar a usar produtos que eu já não usava mais.




Como, apesar de tantos tratamentos, eles não paravam de cair e quebrar, em novembro de 2014 eu resolvi cortar muito curto, praticamente deixei só a raiz do cabelo, num corte “radical” o que se chama de “Big Chop”



 E, desesperadamente, passei a usar muitos produtos para fazê-los crescer novamente. Mas sempre tomando o cuidado de escolher os veganos e naturais/orgânicos. São estes produtos que citarei aqui, os que aprovei, os que reprovei e os que nem cheguei a usar por ter lido a lista de componentes... E friso que meus cabelos são anelados, muito finos, armados e porosos. Se seus cabelos são como os meus, ensino aqui tudo que pode ou não usar com segurança. Se os seus cabelos não tem estas características, talvez não tenha os mesmos resultados (e problemas) que eu tive.  Mesmo assim, vale a pena continuar lendo e conhecer as diversas opções veganas e naturais e as que não são tão naturais e são vendidas como se fossem... 

Em primeiro lugar, os produtos ZerranFoi o início da minha tortura. Foi esta a marca da escova vegana que fiz (Bioresult), uma espécie de reconstrução capilar, sem formol, com extratos naturais, vegano e que prometia hidratar e deixar os cabelos mais leves, com cachos soltos. Como já citei, os fios soltaram da minha cabeça, os que não caíram, quebraram, gerando um processo imenso de recuperação. Embora o pessoal do salão tenha me atendido muito bem e me oferecido um tratamento gratuito, não funcionou e eu tive que procurar outros diversos tratamentos, incluindo tratamento médico. E até hoje, mesmo após o corte radical e meus cabelos tendo crescido novamente, desenvolvi uma espécie de incompatibilidade com henna e com diversos cremes. Há cremes (e henna) que, em contato com meus cabelos, provocam queda imediata. Sendo que, antes desta escova, eu os usava sem problemas. E, depois de tudo que pesquisei sobre o tema, posso ter quase certeza de que está relacionado ao ocorrido em 2014Afinal, segundo diversos profissionais médicos e de estética, os efeitos de uma química (quando atinge a raiz/couro cabeludo que foi meu caso) permanecem no cabelo por, no mínimo, cinco anos, independente de cortes ou tratamentos. Então, ainda tenho dois anos de cuidados e possíveis sequelas pela frente... (Argh)


Pesquisando pela Internet, notei que outras pessoas tem reclamado dos tratamentos Zerran, colocarei links no final deste artigo. Então, se você está pensando em fazer a tão comentada “escova vegana” (ou outra química, mesmo que seja vegana) verifique melhor pois, apesar de afirmarem que não contém formol, há químicas  (que não consegui identificar) que, ao menos no meu caso, danificaram meu cabelo. E até hoje estou em tratamento.


Mas nem tudo está perdido!


Há dois produtos da Zerran que podem ser usados sem susto. Se conseguir encontrá-los, pois parecem esgotados. São eles:
 Bálsamo Capilar Suavizante e Óleo para Tratamento Capilar Amazônico.


Lush e uma empresa 100% vegetariana e é ativista (contra testes em animais), em média 80% dos produtos da Lush são veganos, os outros 20% podem conter ovos ou mel que eles entendem que não é uma forma de sofrimento animal... Enfim, é uma empresa que se empenha na causa animal. Produz cosméticos frescos, feitos à mão, as embalagens tem uma foto do funcionário que fez o produto, fica algo bem simpático e confiável. E os produtos da Lush são maravilhosos. Todos os que eu usei tanto maquiagens quanto sabonetes, shampoos, condicionadores e cremes foram ótimos! O detalhe meio impeditivo é o preço. São bem mais caros do que a média de produtos veganos. Mas alguns produtos duram bastante então acaba compensando.  Então, se você não se importa de pagar por um pote de creme o equivalente ao kit de outras linhas veganas, vá em frente porque vale a pena! Use tudo que puder comprar (que tenha a marca vegan, óbvio)
Especialmente o condicionador “Happy Happy Joy Joy” (ele deixa o cabelo feliz/alegre mesmo, um aroma delicioso e maciez impecável), 



R&B é uma máscara capilar que também pode ser usada como modelador (Perfume fantástico e hidrata profundamente os fios) 

E os shampoos sólidos, também são ótimos!
O que eu mais gostei foi o New. Ele é vegano, contém cravo e canela, além de outros diversos produtos que estimulam o crescimento dos cabelos. Tem um perfume gostoso e deixa o cabelo limpo, macio e com brilho. Acho que ele estimulou bem o crescimento do meu cabelo!

Além do New, há outros bons que podem ser experimentados mas depois de usa-los,  deve-se armazená-los de forma a não deixa-los molhados para que eles não esfarelem ou derretam um pouco.Tendo este cuidado ao armazená-los, no mais eles só fazem muito bem aos cabelos.

Bioextratus:



linha Botica Cachos perfeitos da Bioextratus é excelente! Vegana, livre de parabenos, sulfatos, óleo mineral, silicones, parafina, corantes... E deixa os cabelos macios, cacheados e perfeitos, por dois dias, depois é preciso retocar ou, melhor ainda, lavar novamente. Para quem tem cabelos quebradiços, a linha Botica Algas marinhas e Oliva também é ótima! Também é vegana e livre de substâncias nocivas.


Mas  há uma linha da Bioextratus sendo indicada em muitos blogs e sites como sendo vegana e livre de substâncias nocivas, mas eu questiono isso. É a linha anti-queda, por sinal, foi a primeira que usei há mais de vinte anos quando ninguém conhecia esta marca. Eu sai procurando em todas as perfumarias, fiz uma grande propaganda, acabei comprando pelo site da empresa e, de tanto eu insistir, as perfumarias da minha região começaram a disponibilizar este produto. Mas, naquela época eu não era vegana e nem consciente do que estava usando. Hoje eu sou e, para resumir, ao ler o rótulo do creme, encontrei Paraffinum Liquidum (Mineral Oil), Glycerin e Pantenol. Há outros componentes, meio suspeitos, mas esses três já são suficiente para desaprovar o uso. A glicerina e o pantenol podem ser de origem animal, vegetal ou sintética. E, mesmo sendo vegetais/sintéticas, o “mineral oil” já causa um grande estrago no cabelo. Em resumo, ele forja uma hidratação, como se encapasse os fios, mas é só externo, não hidrata os fios de verdade. E, quando se interrompe o uso, os cabelos viram uma palha. Eu vivi isso quando deixei de usar produtos com Mineral Oil, não quero passar por isso de novo. Ninguém quer, então se você já está na fase do tratamento natural dos cabelos, passe longe desses produtos com Paraffinum Liquidum (Mineral Oil). O tônico desta linha contém Imidazolidinyl Urea que também pode ser sintético, mas pode ser animal. E é considerado alergênico/tóxico.



Lola. Esta é uma empresa aparentemente vegana, é o que está nos rótulos e propagandas da empresa, mas não posso afirmar com convicção pois não responderam meu e-mail questionando alguns produtos. Ela tem produtos muito bons e outros péssimos. Exemplos: O creme “Milagre” faz jus ao nome. Faz um milagre mesmo nos cabelos, ao menos nos dois primeiros potes. Ao comprar o terceiro pote, notei que meus cabelos já não ficavam tão hidratados, talvez por já estarem “viciados”? Outro produto muito bom é o “Meu cacho minha vida”. O nome parece de novela mexicana, mas o shampoo é ótimo e nada dramático. Deixa os cabelos hidratados e com cachos incríveis. Nem é necessário usar condicionador. O shampoo já hidrata bem os cabelos... 

Agora vem o terror: Shampoo rejuvenescedor Rapunzel: promete ativar os folículos pilosos evitando queda, estimulando crescimento dos fios e tornando-os mais encorpados, com mais volume, mas na realidade, eu só consegui sentir muita ardê
ncia e coceira com 
um pouquinho que usei para testar. Só cessou depois que eu lavei bem os cabelos com outro produto. 
Busquei no “Dr Google” e percebi que muitas pessoas estavam tendo o mesmo problema, algumas citavam até queda de cabelo após o uso do shampoo e tônico... Ainda bem que só tive coceira e ardência com este produto, pior quem teve queda!!!

 Outro produto assustador é oUmidificador que sabia demais”: a propaganda cita “Nem você sabia que seus cachinhos precisariam tanto dele assim! Realça seu padrão de cachos, sem pesar. Mantém o brilho e a maleabilidade durante 24 horas”. E ainda cita que combate o “encolhimento do cabelo”. Mas notei que o produto faz o cacho perder definição, fica um efeito meio liso meio crespo, algo inédito, nunca tive um resultado assim. A solução foi relavar os cabelos e finalizar com outro produto.  

Outro terror, ao menos para meu cabelo, foi o “Tarja preta”. Como o nome já diz, deveria ser vendido só com receita do Psiquiatra porquê... Céus! Destruiu meu cabelo! A queratina (que no rotulo diz ser sintética) é uma arma mortífera em cabelos porosos e, simplesmente, endureceu os fios e os quebrou. Ainda bem que usei só numa mecha para experimentar... Escrevi ao SAC relatando as ocorrências e perguntando o que pode ter ocorrido para eu ter esses resultados desastrosos, perguntei também sobre os componentes e quais produtos poderiam me indicar, mas não me responderam.



Na minha "maratona do cabelo", usei ainda produtos da Suryanenhum foi bom para meus cabelos, costumam ressecar muito os fios e deixar um frizz acentuado. Eu usava apenas a henna da Surya e parecia tratar bem os meus cabelos, mas depois da “escova vegana” que relatei no início, não posso mais usar a henna que provoca queda abundante nos meus cabelos. Provavelmente pelo “choque” entre os produtos. Usei também Arte dos Aromas, muito bons os cremes de tratamento especialmente a máscara hidratação Buriti. Usei Shampoo e condicionador Vizcaya pró cachos, muito bom e pode ser encontrado em qualquer farmácia ou perfumaria. Usei o creme Lunablu Free, é ótimo.  Usei o novo creme vegano multiuso Inoar, mas achei fraquinho, só hidrata enquanto os fios estão molhados, quando secam, ficam com um frizz acentuado e aspecto ressecado. Usei os produtos e fiz um longo tratamento com a Jô Rezende (aliás tratei meus cabelos com a Jô desde início dos anos 90, sempre que fazia algum “estrago” nos meus cabelos, eu corria ao pronto-socorro de cabelo e pele Jô Rezende, atualmente é  JRZ Natural Treatment. Todos os tratamentos da Jô são naturais, mas nem todos são veganos). 


E depois de toda esta maratona, resolvi parar tudo. Percebi que, se não fosse a escova vegana do início, eu não teria usado nada disso. Eu estaria tranquilamente lavando meus cabelos com chá e hidratando com um creminho natural...


Atualmente uso apenas um shampoo manipulado e hidrato com um pouquinho de óleo vegetal ou alguma máscara caseira. A luta continua em busca de um cabelo menos ressecado, sem queda e sem quebra... E usando só produtos veganos, naturais/orgânicos...


 E finalizando, sobre os produtos caseiros/artesanais. A Esteticista vegana Lili Góes sugere duas opções para fortalecer os cabelos. A primeira é uma umectação com óleo de rícino misturado a outro óleo vegetal que, ela informa, fortalece os cabelos e estimula o crescimento. Deve-se passar mecha por mecha, forrar o travesseiro com toalha e dormir com o produto nos cabelos. No dia seguinte, lavar os cabelos com shampoo de coco. Pode repetir este procedimento uma vez por semana. Outra sugestão é fazer um mingau de amido de milho com leite de coco bem ralo. Quando estiver morno, acrescentar 1 colher de óleo de coco, passar nos fios limpos, também mecha por mecha, deixar agir por 30 minutos e enxaguar. Pode usar condicionador se quiser.

 O óleo de rícino eu já usei e não deu muito certo. Vou experimentar a máscara de mingau e mostrarei o resultado aqui mesmo neste artigo em breve. Aproveitando para informar que a Lili está lançando uma linha de produtos naturais e veganos para os cabelos. Eu não experimentei, mas já experimentei duas máscaras faciais feitas por ela e gostei muito. Então, creio que os shampoos também sejam bons. Eles são sólidos (em barra) com opções para todos os tipos de cabelos. São veganos, sem parabenos, sem lauril e conservados com melaleuca. Vale a pena experimentar.  

E você? Qual sua experiência em relação aos tratamentos capilares? Faça seu comentário.  Gostou deste artigo? Curta e Compartilhe.: 
 


As Leis citadas no início deste artigo (Liberdade de Expressão e Direito de Exibição de imagem) podem ser lidas, clicando aqui
A reclamação que encontrei sobre a escova vegana está neste link, clique aqui